Novo site da METALICOM
O site da METALICOM foi desenvolvido com o intuito de facilitar ao máximo a busca de informações sobre ferro e aço.
Pelo site, empresas e órgãos governamentais podem conhecer o portfólio de produtos siderúrgicos oferecidos pela METALICOM, solicitar orçamentos sem compromisso e ainda dar sua opinião na Pesquisa de Satisfação.
Fonte: Folha de São Paulo
Vale oferece US$ 17,7 bi por mineradora
Se concluir compra da canadense Inco, empresa pode se tornar 2ª maior mineradora do mundo, só atrás da BHP Billiton
Ações da Vale caem, e empresa diz que quer diversificar operações ao entrar em disputa acirrada pela rival canadense
JANAINA LAGE
DA SUCURSAL DO RIO
A Vale do Rio Doce anunciou ontem uma oferta de compra de todas as ações ordinárias (com direito a voto) da mineradora canadense Inco por US$ 17,67 bilhões (US$ 76 por ação).
Segundo o presidente da Vale, Roger Agnelli, a oferta está em linha com a estratégia da empresa de diversificar produtos e base de atuação. Hoje, 74% de sua receita vem da área de minerais ferrosos. Caso consiga concluir a operação, essa participação deve cair para 56%. A base de ativos no Brasil deve ser reduzida de 98% para 60% com a aquisição.
"O passo na direção da diversificação era necessário. Ela cria valor, reduz o risco da companhia e a exposição a um só produto e mercado", disse, em referência ao minério de ferro.
Se conseguir concluir o negócio, a Vale vai se tornar a segunda maior mineradora do mundo em valor de mercado. Avaliada hoje em US$ 59,8 bilhões, ela ocupa o quarto lugar. Após a aquisição, seria avaliada em US$ 77,0 bilhões, atrás apenas da anglo-australiana BHP Billiton (US$ 135,3 bilhões).
A Inco é a segunda maior produtora de níquel do mundo e a primeira em reservas, com 7,8 milhões de toneladas de níquel contido e minas no Canadá, na Nova Caledônia (Oceania) e na Indonésia.
A Vale ainda não produz níquel, apesar de ter projetos em andamento, como os de Vermelho, Onça Puma e São João do Piauí. Ela pretende contar com a experiência da empresa canadense para realizar os projetos e espera se tornar a primeira em níquel em 2011.
O mercado recebeu o negócio com cautela, e as ações preferenciais da Vale fecharam cotadas a R$ 42,14, com queda de 1,88%. O temor é que a disputa pela Inco eleve o valor da oferta. A empresa canadense já tinha recebido ofertas da americana Phelps Dodge e da canadense Teck Cominco.
"A estrutura da oferta da Vale é superior porque é inteiramente em "cash". As outras envolvem troca de ações", disse José Alberto Baltieri, da corretora Fator.
As agências de classificação de risco colocaram as notas da Vale em observação, com perspectiva de redução (leia texto na pág. seguinte) por causa do endividamento gerado pela operação. A companhia atingiu o grau de investimento em 2005, o que permite a captação de recursos com taxas mais baixas. "Provavelmente rebaixaremos os ratings da CVRD caso a aquisição seja concluída, potencialmente por mais de um degrau, em razão da maior alavancagem financeira", afirmou Reginaldo Takara, analista de crédito da Standard and Poor's.
Apesar disso, analistas temem que as três grandes concorrentes da Vale -BHP Billiton, Rio Tinto e Anglo American resolvam entrar na disputa e iniciem uma guerra de preços. O presidente da Vale destacou que o valor "não é barato, mas justo".
Segundo o diretor financeiro da Vale, Fábio Barbosa, trata-se da maior oferta de aquisição já realizada na América Latina. A empresa fechou uma linha de financiamento com os bancos UBS, Santander, Credit Suisse e ABN Amro com prazo de dois anos. O presidente do BNDES, Demian Fiocca, classificou a oferta como "emblemática" e disse que o banco já teve conversas preliminares com a Vale e estaria disposto a ajudar numa segunda etapa.
"A oferta mostra o bom momento das empresas brasileiras, que foram capazes de dobrar o volume de exportações nos últimos anos e estão em fase de internacionalização", disse. A Vale pretende fazer um refinanciamento de longo prazo da oferta até 18 meses após concluir a aquisição, mas não detalhou o modelo da operação.
A Vale tem registrado lucros recordes em razão da onda de valorização de commodities, impulsionada pela demanda mundial aquecida. Segundo Agnelli, o mercado está pagando o preço pela falta de investimentos na década passada em razão dos preços baixos. O níquel também vive momento de demanda elevada.
A oferta estará aberta para adesão por 45 dias e está sujeita à aprovação de autoridades canadenses e de acionistas detentores de pelo menos 66,67% das ações ordinárias da Inco.
BNDES aprova financiamento para unidade da Gerdau em MG
DA REUTERS
O grupo Gerdau vai receber R$ 345,4 milhões do BNDES para ampliar a produção, divulgou o banco ontem. Os recursos serão destinados à unidade industrial de Ouro Branco (Minas Gerais) e permitirão o aumento da produção de 3 milhões para 4,5 milhões de toneladas por ano de aço líquido.
O projeto, segundo o BNDES, está orçado em R$ 1,2 bilhão e prevê novas coquerias, sinterização e um novo alto-forno. Devem ser gerados 190 empregos diretos, afirmou o banco.
A previsão é que a nova planta entre em produção no segundo trimestre de 2007, em um momento no qual há perspectiva de crescimento mundial da demanda de produtos fabricados pela siderúrgica gaúcha.
Do financiamento aprovado, R$ 3,4 milhões, ou 1% do total, irão para projetos sociais.
Ações da Vale caem com riscos de endividamento na compra da Inco
Norm Betts/Bloomberg News
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Trem da mineradora Inco despeja restos derretidos de refinaria de níquel em Sudbury (Canadá) |
Operação é estratégica para diversificar ativos e produtos, dizem analistas
SANDRA BALBI
DA REPORTAGEM LOCAL
O mercado se assustou com o tamanho do passo dado ontem pela Vale do Rio Doce, ao propor pagar US$ 17,7 bilhões pela canadense Inco, segunda maior mineradora mundial de níquel. Os papéis da Vale caíram 1,95% (PNA) enquanto os analistas faziam as contas do impacto do endividamento que a mineradora brasileira está disposta a assumir para adquirir a Inco.
Duas agências de classificação de risco, a Moody's e a Fitch, colocaram em revisão o "rating" da Vale após o anúncio da negociação. A Fitch informou que, se a oferta da Vale for bem-sucedida, a dívida da companhia vai subir de US$ 5,9 bilhões, em 30 de junho, para US$ 25,6 bilhões.
Já a Moody's colocou em revisão para possível rebaixamento a nota de emissor em moeda local e o "rating" em escala nacional da companhia. O exame da agência será concentrado na estrutura de capital da Vale após a compra da canadense e na sua capacidade de rolar as dívidas. Também levará em conta os impactos sobre os negócios da mineradora brasileira, em especial a estratégia da Vale do Rio Doce de se tornar mais globalizada.
Analistas de bancos e corretoras locais, entretanto, consideraram positiva a oferta de compra feita pela Vale. Para Rodrigo Barros, analista do Unibanco, "a aquisição tem forte sentido econômico e estratégico". Segundo ele, hoje 74% das receitas da empresa vêm de minerais ferrosos, e, com a aquisição da Inco, ela diversificará seu mix de produtos.
Na mesma linha de análise, Guilherme Martins, analista de investimentos da Ativa Corretora, faz as contas e conclui que, com a Inco, a participação dos ferroso nas receitas da Vale cairia para 55% e o níquel representaria 20%. "Apesar de estar em expansão, o mercado de minério de ferro está consolidado, enquanto o de níquel está em fase de crescimento tanto de demanda como de preço, que nunca estiveram tão altos."
O preço do metal saltou de US$ 13,8 mil por tonelada -média em 2004- para US$ 28,6 mil na quinta passada. Germano Mendes de Paula, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia, lembra que o níquel é um insumo da cadeia produtiva siderúrgica para a qual também se destinam os demais produtos da Vale.
"Ela tem feito enormes investimentos em minério de ferro, e a chance de comprar ativos de qualidade nesse setor hoje é muito difícil. Para continuar crescendo, tem de diversificar seu portfólio", diz. A aquisição da mineradora canadense permitirá diversificar também os ativos da empresa, hoje concentrados no Brasil, tornando-a multinacional
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